Histórias

Naming Rights: a pioneira e breve experiência do Athlético-PR no Brasil

Arena da BaixadaArena da Baixada, estádio do Athlético-PR

Em 2005,  o Athlético-PR surpreendeu o mercado do marketing esportivo nacional e se tornou o pioneiro a vender Naming Rights no futebol brasileiro. 

Vender os Naming Rights de um estádio, ou seja, dar a uma entidade o direito de escolher o nome do local onde um clube manda suas partidas, é atualmente uma prática consolidada no futebol mundial. No começo do século 21, porém, o Athlético-PR surpreendeu o mercado do marketing esportivo nacional e se tornou o pioneiro a adotar tal prática no futebol brasileiro. 

A Arena da Baixada foi inaugurada em 1999. Na época, mal se falava em realizar novamente uma Copa do Mundo por aqui. A Fifa só definiu que a competição seria na América do Sul em 2003, e o anúncio do Brasil como sede só foi feito em 2006.

Mesmo assim, o  Athlético (na época ainda sem o H no nome) investiu em uma estrutura impressionante, que atendia a todos os padrões de segurança da FIFA e ainda oferecia níveis de conforto nunca antes experimentados por atletas, dirigentes, imprensa e, claro, torcedores no Brasil.

O projeto já nasceu com o conceito contemporâneo de arena multiuso – um espaço projetada e construído pensando não só em receber jogos de futebol mas também outros eventos de entretenimento. 

De pronto, o estádio considerado o melhor do país, e ainda é merecedor de tal título, ainda que atualmente tenha concorrentes à altura. Na época, o Jornal do Brasil o descreveu como o “mais moderno estádio do Brasil, que faz o torcedor se sentir na Europa”.1

Vista noturna da Arena da Baixada
A Arena da Baixada hoje tem capacidade para 43 mil torcedores

Batismo

Pouco depois do aniversário de cinco anos da inauguração, no começo de 2005, que o clube anunciou o acordo com a Kyocera, um conglomerado global de tecnologia, com negócios diversificados, como comunicações, manuseio de documentos digitais e componentes eletrônicos, automotivos e industriais, entre outros. 

Na época, o acordo foi fechado por valores que, hoje, soariam irrisórios. Foram R$ 5 milhões por três anos de contrato, não só pelos naming rights, mas também pelo patrocínio master da camisa

Após três anos, o próprio clube entendeu que os valores poderiam ser mais altos, e não exerceu o direito de renovação do contrato, encerrado em abril de 2008. 

“Decidimos buscar uma valorização maior, tanto para a camisa como para o nome do estádio. Hoje o marketing esportivo vive um momento de valorização”, disse o então Diretor de Marketing do Furacão, Mauro Holzmann, ao anunciar o fim da parceria. 

Atualmente, o nome oficial do estádio é Joaquim Américo Guimarães, mas o nome Arena da Baixada é o mais popular, indiscutivelmente. 

Fernando Badô

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